
digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.
terça-feira, julho 31, 2007
segunda-feira, julho 30, 2007
sexta-feira, julho 27, 2007
Paris Hilton

Paris Hilton esculpida - como se a perfeição natural precisasse da arte para ser bela...
quinta-feira, julho 26, 2007
Desafio e livros
Veio discretamente um convite ou, talvez, um desafio. Uma só palavra não disse o meu nome, mas indicou-me. Por se ter de partilhar - só por isso -, revelo que a mão que se estendeu apontando na minha direcção foi a da Raquel Alão. Quais os últimos cinco livros que li - perguntou-me ela, solicitando que os revelasse a todos os que por aqui passem. Assim faço:
1 - «Thaumatrope» - Alexandre Sarrazola
2 - «O livro de Hitler» - Henrik Eberle e Mathias Uhl
3 - «Verso de autografia» - Mário de Cesariny (entrevista de Miguel Gonçalves Mendes)
4 - «Também usas o meu nome...» - Norbert e Stephan Lebert
5 - «No rasto dos tesouros nazis» - Jean-Paul Picaper
quarta-feira, julho 25, 2007
Audiência

Existencialismo
terça-feira, julho 24, 2007
Demora relativa
domingo, julho 22, 2007
quinta-feira, julho 19, 2007
quarta-feira, julho 18, 2007
segunda-feira, julho 16, 2007
sexta-feira, julho 13, 2007
quinta-feira, julho 12, 2007
Destino

Os rios só sabem ir e eu gosto de ficar. Nem todos os rios que interessam estão nas mãos, porque há destinos sem dono.
Os mergulhos deste Verão não têm sabor. Pela frente há o mar, mas falta o brilho da esperança.
Já foste, faz tempo, mas vejo-te ainda o halo e um fantasma de sorriso a desvanecer-se sem nunca partir de vez.
Os minhas mãos não dizem para onde correm. Não vislumbro os teus rios junto a mim. Os meus vão para onde querem e os teus desviaram-se do mar.
Este Verão não tem sabor para ser mar e os meus rios secam-se esperando por ti.
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quarta-feira, julho 11, 2007
Tourada

Ouvir o paso doble España Cani.
terça-feira, julho 10, 2007
Mar, rio e Cíclades

Diante duma rocha, minúscula ilha, juro um arquipélago. Tudo o mais será água e poeira esculpida. Uma mão cheia a mergulhar no mar de sal e azul.
O mármore liso tem formas do novo tempo. Do tempo de há cinco mil anos. Os olhos circundam o pedaço de rocha e as mãos seguem-nos.
As mãos põem-se nas duas margens do mar e eu penso no rio sem margens. Do rio nada mais tenho a dizer, só que é vermelho como o mar de Moisés. Do mar haveria muito para contar se o soubesse fazer.
segunda-feira, julho 09, 2007
Esquecimento
Não me lembro de ti. Já não reconheço o teu reflexo no espelho quando me assomo. A casa não tem o teu fumo. As janelas que querias sempre abertas levaram todas as memórias. O sono não nos une no além. O que nos liga agora é o espaço vazio deixado na partida. Há toda a distância próxima e não se prediz um retorno. Até as mágoas ficaram no cais de embarque para serem levadas nos passos atrasados.
Passeio dos dias tristes

Em frente ao grande portão há um degrau confortável para se observar o ondular das folhas das árvores grandes. Atrás do muro há uma casa com janelas que se abrem para o ar todo. Não imagino o que se passa lá dentro.
As ruas sombrias não se fizeram para passear. Nos dias do tédio volto a casa por elas para ver toda a tristeza que sinto. Um dia destes mudo-me para uma dessas ruas.
A nostalgia é uma poltrona larga onde se afunda o corpo. Uma dor de cabeça. Na volta dos passos sozinhos e calados é numa onde me deixo ficar. Um dia destes sento-me frente ao rio e esqueço de toda a outra vida anterior ao momento. O rio leva tudo.
sexta-feira, julho 06, 2007
Inocência e ousadia

Sento-me no degrau da porta do quintal ou encosto-me à ombreira. Fico a ver a sombreira oliveira e os carreiros das formigas. As de cabeça vermelha mordem. Deito fumo pelas narinas.
Não sei se é inocência ou ousadia que me engasgo com o fumo. As manhãs são para ler na sala dos cadeirões de palha. A grande telefonia não toca e aqui não penso em fumar.
Não sei se é inocência ou ousadia o bandear de anca da filha da vizinha. O tempo entre o pescoço e o peito é eternidade de malvadez. Uma planície de desassossego. Funny chamam-lhe.
Funny é o tremor que me dá. Tem menos um ano que eu... ou sabe muito mais ou muito menos. Vem sempre tomar chá com bolachas à hora do lanche. Não tem nada para dizer.
Não tenho nada para lhe dizer. Encosto-me no cadeirão e finjo não notar que as senhoras presentes fingem não reparar nos meus olhos detidos.
Detenho-me por mais um dia. Amanhã haverá novamente Sol e uma manhã para, em paz, fumar o primeiro cigarro do dia.
Rio

É Julho e no Martim Moniz brinca-se com a água. Houvesse decência e alguma dela molhar-me-ia. Até por compaixão. está calor. O colorido mesclado da praça é uma algazarra. Dá-me pena haver motores diesel. E a água que não me chega.
No terraço do hotel não se estaria mal. Não estaria, digo eu que ando cá por baixo encalorado. Não estaria se não perspectivasse o gin tónico na esplanada frente ao rio. Malditas riscas... fazem-me calor. E o rio que não chega. O rio não vem.
O rio está onde quis ir e onde o deixam estar. talvez cinco centenas de metros aqui e três dúzias de quilómetros lá em cima. As margens apertam-no como um colete. Ele é todo azul, sem riscas. É fresco.
quinta-feira, julho 05, 2007
quarta-feira, julho 04, 2007
Parado junto ao vento

- Uma luz.
- Um assombro.
- Um aceno.
- Um acaso.
Passo pelo vale e sigo, porque o vento assim mo diz e a ausência mo ordena.
Tenho retratos teus espalhados pela casa. São quadrículas pequenas, pequeno pontos de luz a gerar luz e ventania no espaço fechado duma sala. Não poderia ser melhor o retrato, múltiplo e desarrumador.
Quando passo pelo vale lembro-me de abrir as janelas todas quando chegar a casa e deixar entrar toda a luz que encontrar. A projecção de sombras não é nem dor nem raiva, antes marcador do tempo.
Quando passo pelo vale do vento olho sempre para cima à espera dum aceno, por acaso, ou duma luz que te traga até mim. O vento é só vento e um dia seremos os dois pó.
A cidade do homem
terça-feira, julho 03, 2007
A praça da casa de Deus
Levantamento
Assinatura
Por maior que seja a dor dos meus olhos, deviá-los seria pior que cobardia. Por maior que seja o meu incómodo nunca será tão forte quanto o dos mártires. O meu nome é pequeno e junto ao teu fica grande. Os meus lábios com os teus falam alto e detêm braços. Forte é o verbo querer.
Alerta dado pela Raquel Alão.
segunda-feira, julho 02, 2007
Desencontro
Feitiço invertido
Movimentos absolutos

A virgindade
A cidade e a luz

domingo, julho 01, 2007
Fim do mundo
Adopção
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