digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Ir indo

Vou. Vou daqui para a frente. Vou de trás para a frente. A vida é um segmento de recta. A existência é uma semi-recta. Vou. Vou até onde me deixarem ir. Mas vou. Irei sempre e sempre até ao fim, que fica onde me deixam ir. Ir ao lado nenhum que é o fim. Na eternidade não há fim, mas vou. Vou até ao fim, que fica onde me obrigam a ir. Vou.

Saudade e receio

Mesmo quando apetece ir, o momento da partida é quando quase se deseja ficar.

Cuco

Tenho agora a casa mais arrumada, posso levantar-me. Quando a tiver novamente em desalinho, volto a deitar-me.

terça-feira, dezembro 11, 2007

Brincar com a luz

Onde está o Sol. Onde estão os olhos. As mãos e os dedos em frente da cara. O eclipse dos meninos. O sorriso vem ao de cima das mãos, por dentro da carne.
Dentro de poucas horas estarei além. Além do mais, agora não saio. Fico. Quieto, quase imóvel. Fico.
Pouso as pálpebras. Apenas oiço. Para dentro. Para fora. Como se os olhos abertos deixassem entrar o ruído e as orelhas não pudessem escutar tão delicadamente.
Repouso as costas e deixo-me ir. Fico. Não vou. Irei. Deixo-me ir enquanto não vou. Irei quando retornar do deixar-me ir.Onde está o Sol. Onde está o menino? Sorrisos e palminhas. Deixo-me ir. Quem me dera voltar. Voltar para a barriga da mãe.

domingo, dezembro 09, 2007

As palavras do amigo





















O mistério das frases claras. A força serena das palavras. Significados ocultos e um vórtice. O mergulho pelo escuro até ao passado. Memórias de andorinhas e outros bichos.
O amigo fuma cigarros e tem óculos. Por trás dos dedos e dos vidros há uma cabeça repleta de cifras e segredos. As folhas do caderno são receptáculo da arte toda e da arte possível do amigo. A arte possível do amigo é suficientemente grande para se ver da Lua.As frases claras e as palavras fortes têm labirintos e intranquilidades. Por isso gosto de ambas e também do amigo.



Nota: Este texto é dedicado a Alexandre Sarrazola

sábado, dezembro 08, 2007

Inteligência

Estúpidos não são só aqueles que são quadrados, mas aqueles que sendo cubos não compreendem que são quadrados... seis vezes quadrados. E os losangos que não sabem que são quadrados. E os rectângulos.

Ambulância















A minha dor é diferente de todas as outras dores, porque é a minha dor. Quando vejo a ambulância passar penso:
- lá vai a minha dor.
- lá vai uma dor que não é minha.
- quem me dera fosse ali a minha dor.
- quem dera não fosse dor.
Quando vejo uma ambulância não penso se fosse ali sem a dor.

Dualidade corpórea

Por vezes o meu corpo compreende o que a minha cabeça não percebe. É nessa altura que apanho um táxi e vou para casa.

Mesquinho

Só os mesquinhos traidores sabem das traições mesquinhas; das traições e do que é mesquinho.

C.A.N.A.L.H.A.

Só um canalha absoluto consegue, depois de morto, fazer querer que as suas canalhices são menos canalhas que as canalhices dos canalhas que lhe sucederam.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Vida 2

O meu braço é mecânico. A minha boca é mecânica. Os meus pensamentos são vivos. A minha cabeça é redonda.
- A vida é mecânica?
- A vida é a vida.
A minha cabeça mecânica e redonda tem pensamentos vivos. A minha cabeça ordena. Os pensamentos vivos dizem ao braço mecânico para levar a sopa viva à boca mecânica.
- A vida é fluída?
- Não sei.
O meu braço é mecânico. A minha boca é mecânica. A vida é fluída?

Vida 2

O meu braço é mecânico. A minha boca viva é mecânica.

- A vida é fluída.

- Não é mecânica?

O meu braço mecânico leva a sopa viva à minha boca mecânica. A minha cabeça mecânica gera pensamentos vivos. Os meus pensamentos vivos pedem ao braço mecânico que leve a sopa viva à boca mecânica.

- A vida é fluída?

- Não sei.

Divergências intuitivas

O abastado diz não ser possível a felicidade num carro fantasma: viagem nocturna num autocarro suburbano. A matemática diz outra coisa. Uma estatística intuitiva diz o contrário do burguês.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Foi na casa dos amigos

Para a tábua vieram queijos, como não poderia deixar de ser, nomeadamente um de Azeitão que foi de babar. À entrada uns cogumelos portobello com foi-gras e chèvre gratinado no forno. Depois vieram lombos de pato que estagiaram em sumo de laranja. Depois a carninha, frita em manteiga, levou um molho à base de redução de Moscatel de Setúbal. Acompanhou-se com puré de castanha e pêra e com salada de endívias com molho de roquefort e nozes. Por último, chegaram os bolinhos de chocolate com natas, feitos pela Nês.

Nota: Um repasto partilhado com a Colher, Nês e Turco.
Para a tábua vieram queijos, como não poderia deixar de ser, nomeadamente um de Azeitão que foi de babar. À entrada uns cogumelos portobello com foi-gras e chèvre gratinado no forno. Depois vieram lombos de pato que estagiaram em sumo de laranja. Depois a carninha, frita em manteiga, levou um molho à base de redução de Moscatel de Setúbal. Por último, chegaram os bolinhos de chocolate com natas, feitos pela Nês.


Nota: Um repasto partilhado com a Colher, Nês e Turco.

Foi lá em casa

A mesa pôs-se de roxo, como se põe muitas vezes e, sobre ela, pão, queijo de Azeitão, duas variedades de queijo de cabra, uma enrolada em presunto e outra temperada com ervas, queijo da Ilha, requeijão de ovelha com alho e salsa, e pasta de azeitona cordovil.
O prato de honra foi de carne de vaca aos quadradinhos feita na frigideira com morcela desfeita e molho de vinho branco, mostarda e pimenta preta. Acompanhou batata assada no forno, salada de endívias com molho de mel e azeite e ratatui de tomate, alho-francês e cenouras.
A sobremesa foi iogurte de avelã com amoras, groselhas e framboesas. Sobre os vinhos não me apetece escrever sobre quem foram nem como estiveram. No final houve quem tivesse fumado um Romeo & Julieta.

Nota: Este texto é dedicado à Colher, Mafas, Nês e ao Turco.

Dores

Pode um homicídio prevenir um suicídio?

Insensibilidade

Porque nada se passa nem quero saber das notícias. Tudo o que acontece não quero saber. Só importa a arte e o prazer.

Nota: Rótulo de vinho com base em pintura de Picasso. O que eu precisava mesmo era de ter um Picasso, beber um Château Mouton Rothschild e ter dinheiro para ter os dois.

Reabertura

Após uma prolongada ponderação (de um dia), o Infotocopiável está reaberto.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Fechado para balanço

Até ver é o

FIM

Antes do fim

Há alturas em que é preciso ir. Novas partidas. Novos desafios. Algumas tristezas ficam e outras vão com o tempo. Nada na vida é definitivo. Por isso é que é vida e não eternidade. O Infotocopiável também tem prazo de vida útil. Se não chover na decisão, até 1 de Janeiro de 2008 vai sair desta vida para outra. Até ao último dia tentarei pôr, pelo menos, um texto por dia. Agora é tempo de ir fazendo as malas, que a chaminé do navio já fumega.

Nota: obrigado aos meus poucos leitores.

Compasso

A felicidade é uma ilusão e a alegria um intervalo.

Dose de realidade

A esperança é para os vencidos. Os conscientes não acreditam. Os iluminados da sorte não precisam.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Luminoso

Se fossem brilhantes os meus pensamentos, pareceria um quasar.

Toca

Espero sempre que o telefone toque. O telefone sobressalta-me sempre.

Estética

Perguntei à puta por que usa botas de salto e plataforma. Respondeu-me que era para ficar elegante. Concluo que há elegância e humor em ficar-se com ar de puta.

Verbo ser

Os amores são sempre. São presente ou passado ou futuro. Por isso é que são amores.
A nudez livre é um estado primário e de elevação. Antes de precisar da roupa. Depois de precisar de roupa. Ingenuidade e maturidade. Ausência de pecado.

Escala

A vantagem da arte é não servir para nada e não ser importante. Aí está a sua especialidade.

sexta-feira, novembro 30, 2007

Faz sol

É sexta-feira e eu aqui fechado. Lá fora pode ser Verão. E eu aqui fechado. As horas demoram-se. O dia está de sol. Cercado. Cercado por orelhas e olhas. Bisbilhotado. Uma enorme vontade. Vulcão. Uma gargalhada. Um desejo. O verbo ir. Lá fora está sol.

Antes assim

Não tivesse deixado o coração em Edimburgo talvez ingressa-se na caravana. Fico de pé à espera que passe para, então, subir a bordo. Vivo preso na liberdade. Antes isso do que livre numa prisão. Antes de pé em dor do que suplicante de joelhos. O que importa? Tenho o coração em Edimburgo.

Demasiado

Já aconteceu. Passou. A vida sem um ou sem o outro é insonsa. Noites de sono. Noites de insónia. Dor de cabeça. Dor de corpo. Muita água para depois. Que um não atrapalhe o outro.

Dancing with myself

Estou quase a conseguir. Daqui a nada já está. No final destas palavras. Dançarei sozinho. Dançarei e só saberei porquê. A vantagem dos trinta. Trinta e tal passos. Não está cá para dançar comigo. Mesmo sem ela danço. Estou quase a conseguir. Já danço. Consegui.

Passos perdidos


Se não tivesse já ido, dizia para ficares. Se tivesse ficado, dizia para ires. Na verdade, se estivesses, dizia para ficares. Entra-me pela vida ou sai-me da cabeça.


O teu Deus é melhor que o meu. Tens tudo e eu quase nada. Temos o mesmo Deus. Um só criador. A fé dum é maior que a do outro. Fé íntima. Um dia dormiremos. Um aprenderá a ter mais fé e o outro mais ainda. No novo acordar talvez tenhas menos e eu mais. Haveremos de ir e voltar, mas só no sono saberemos. Memória transitória e instrumental. Deus só justiça e bondade. Deus inteligente e amoroso. Fé íntima.

Natalidade

Jesus é filho de Deus. Jesus é filho de José. O Pai Natal é pai e vem no Natal. Quantos pais tem afinal o Menino?
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quinta-feira, novembro 29, 2007

Quatro elementos

O Fogo vive na Terra. Como a Água vive na Terra. Como o Ar circunda a Terra. Só a Terra é a Terra e não conhece outro sítio que não a si própria.

Terra

A Terra-esfera é plana. Assim me dizem os olhos. Os meus olhos são esféricos e vêem em voo planado. O olhar flutua sobre as copas e mergulha nos rios. Tudo cabe no plano redondo da Terra.

quarta-feira, novembro 21, 2007

O jardim

Até ali há uma sebe bem aparada. Depois começa o verde natural e ao fundo de tudo o lago, a poça grande, há quem prefira dizer assim. O jardim tem o jeito negligente e chique, despenteado a modo que se entenda o charme.
Desalinhados são os passos pensativos. De vez em quando, os olhos atiram-se para o chão e vão seguindo o caminho de areia escassa e raras pedrinhas.
Não se deve olhar o chão. Ver onde se põem os pés. O velho, o rapaz e o burro. Pensa-se melhor com os olhos confortáveis, estejam fixos, fechados ou em voo, rasante ou celestial. Quando se pensa quase nem se repara no horizonte da vista.
Sobre as sebes, sob as árvores, sobre tudo, as aves fazem tangentes e secantes, mas nunca intersecções. Parece que o odor tem ruído e o som tem aroma. Distraídas passam as mãos pela sebe, mais do que os olhos.
Distraídas passam as mãos pela sebe. Mais concretos são os passos. Os passos não têm objectivo. Há uma música muda. Há uma música só na memória. E há a música do envolvimento.Depois do que fica depois do verde natural e do lago há um muro, depois da barreira de árvores grandes. Talvez plátanos. Talvez tílias. Depois do que fica depois, depois das últimas árvores e do muro, fica o que não interessa.
Moby - Porcelain.w...

terça-feira, novembro 20, 2007

Movimento

Quanto falta para chegar? A paisagem chega pela frente e deforma-se na vista de quem a vê passar. No carro. No carro, a rádio e a solidão inquieta. Pressa. Desejo de chegar e usufruto do prazer indefinível de ir.
A vingança. O corte do ar e dos sítios como uma faca. Metal opaco. Sem uma gota de sangue. Gotas de chuva no pára-brisas. Suor da natureza. Metal sensível. Desejo de chegar e usufruto do prazer indefinível de ir.
A carnificina de insectos só cessa no fim. No último rodado. Foge lebre. Foge cão. Foge gato. Fujo para a frente. Fujo sabendo do que fujo. Fujo sabendo do que não sei. Desejo de chegar e usufruto do prazer indefinível de ir.
Quanto falta para chegar. Distância igual à de partir.

segunda-feira, novembro 19, 2007

Hugo Chávez 0 x Juan Carlos 5


Enquanto mandas outros desobedecem. Se te enfrentam feres. A tua boca infame morde naqueles que acusas de atitudes como as tuas. A tua desfaçatez não engana. Já todos sabem da besta que és. Ainda assim continuas a falar.

domingo, novembro 18, 2007

Pelo vinho

Por que há-de a família ser feliz se a felicidade não vem dos genes? Para isso há o vinho. Por que há-de a família ser infeliz se viver não é triste? para isso há o vinho.

terça-feira, novembro 13, 2007

Afinal

Deus está no céu. Deus está em toda a parte. Deus está em nós. Alguém se decide onde está?
Deus é Pai. Deus é Filho. Deus é Espírito Santo. Afinal, quem é Deus? O rementente, o correio ou a encomenda?
Sei as respostas, mas não as digo.
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segunda-feira, novembro 12, 2007

Ainda que seja só uma miragem

Sinto que o mundo foi feito para mim. Não para reinar. Sinto-me a carregar todas as dores do mundo. Porque há pessoas com sina e outras acessórias. Porque para uns tudo sorri e alegra. Porque para outros só vem tristeza. Carrego com o mundo, sinto-o. A minha vida é uma mentira ou aparência.
Sinto o meu corpo fraco para carregar o peso do mundo. Mas há uma ilha. Uma miragem. No esforço do penar faço a desistência. Porque agora encolho os ombros e esqueço-me. Na ilha. Curto a bom curtir como se não houvesse amanhã.
Na ilha. Há a música. A adição da música. O mundo cabe na ilha. Na ilha há a música. Há droga alucinogénica. Há placebo. Curto a bom curtir como se não houvesse amanhã.
Amanhã não carrego com o mundo. Acredito. Acredito na ilha eterna. Lugar de música e sem amanhãs. Não carrego com o mundo e dali não vou sair. Não há dores. Há placebo.
Canteloupe Island ...

A vida é um círculo

Não há improvável. Não é provável que Deus se tenha esquecido de algo.
Ben Charest - Bach...

A Bica

Mandei-os a todos passear. Segui rua a baixo cantarolando para dentro. A Bica é assim. Tem janelas e varandas. E de dia é um bairro. À noite há a esplanada. Há de tudo, e quase sempre em bom. Quando a chuva vier verei o êxodo. O brilho nas pedras escuras e o metal paralelo rua abaixo, rua acima. O amarelo parado nos extremos. A Bica é um caminho. Segui o meu cantarolando para dentro.
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Ide-vos

Se me dói é porque devo. Porque tenho. Tenho os pés pesados e cabeça também. Não acredito que possa partilhar os segredos íntimos nem dançar feliz como antes. Fico a ver e não acredito. Não acredito no que sou nem que os outros se possam divertir quanto eu em tempos. Se me fazem doer é porque mereço e deixo. Afinal, não é por se amar anjos que a bondade se estende os gestos.
Um dia destes começo à bofetada e só paro em Cacilhas. Pelas ruas com passos apressados e a mão decidida a estranhar todos. Assim talvez me contente. A dor começa onde começo. Se me dói é porque devo.
Os dias não são um pesadelo. O pesadelo é a vida. Já não levanto os pés, porque os tenho pesados. A cabeça não tem vista sobre a ribeira da cidade e eu, de corpo todo, não vou ao castelo.
O horizonte não é o meu limite. Fico-me por Cacilhas. À bofetada até Cacilhas. Nem mais um dia. Nem mais um dia para ser feliz. Agora fico só por estar em casa e por saber que os telhados são, genericamente, vermelhos. Há a música. Há a colecção de arte e a garrafeira.
Se me dói é porque devo. Mas há a música, a colecção de arte e a garrafeira. Fico a ver os outros divertirem-se. Não acredito que possam ser felizes como o fui. Não é por amar os anjos que o gesto têm bondade. Se me dói é porque mereço. Já só tenho a música, a arte e a colecção de arte.
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Fugir daqui

Apanhava já um clipper. Que estivesse nas Caraíbas e sem tempo para ter o tempo todo. Ser feliz com mojitos e charutos é uma ambição. Pudesse, amarava. Mambo e cha-cha-cha pela tarde e fato de linho ou fato de linho e uma esplanada frente a piscina. Pela noite, pollo ahumado a la criolla. À noite o ar da rua pelas portadas de frestas. A ventoinha e o sono feliz. Pudesse apanhava já um clipper e amarava nas Caraíbas.
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Dualidade

O meu drama é querer conhecer o fim da história e sofrer com a rápida passagem do tempo.
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terça-feira, novembro 06, 2007

Dançar sozinho

A nuvem voltou. Cinzento-negro sobre o campo de flores púrpura e escarlates. No ar do meio flutuam os corpos, estendidos e desmaiados.
Não chove. Não parece que vá chover. Sobre o campo florido passa um ar quente. Um silêncio de sonho.
A bruxa do Oriente vive no seu castelo. As dos outros pontos cardeais estão nos seus sítios. Não se vêem fadas. Saltam coelhos na verdura.
As cores são vivas e sobre o chão verde, púrpura e vermelho passa um ar quente. Ao longe ficam os castelos das bruxas. Não se chega a ter medo.
A nuvem voltou. Há um silêncio de sonho. Não se chega a ter medo. Há fadas que não se vêem. Pode ser que o vento quente a leve para longe, novamente.
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segunda-feira, novembro 05, 2007

Universo

O tudo expande-se para o todo.

Nota: Não percebo o big bang nem a expansão do Universo. Não percebo o antes do início nem como pode o infinito expandir-se nem que espaço existe além do espaço. Embora acredite em Deus nunca o vi nem o compreendo em plenitude.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Os dois cavalos


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Verde esporádico





















Ninguém viu o meu verde como Erva. Se verde é esperança é também desilusão. Verde foi. Os meus olhos esporádicos. Os meus olhos verdes. Os olhos verdes da Erva. Os lábios vermelhos e os beijos, a cama de amor e a esperança entornada. Ninguém viu os meus olhos de verde esporádico, mas os olhos que os viram esqueceram o meu coração.