Aconteceu a Segunda Guerra Mundial e, em Varsóvia, como noutros lugares, ergueram-se muros junto às judiarias, para controlar uma população indefesa, cujo crime foi o da religião ou de parentesco, mais ou menos próximo, com seguidor dessa doutrina religiosa..
Ergueu-se um muro em Berlim para conter as fugas de alemães do Leste para o Ocidente, evitando que um país, meramente ideológico e artificial, se esvaziasse. Vítima os cidadãos em geral.
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Na Palestina levantou-se um muro para conter os palestinianos muçulmanos, habitantes e herdeiros ininterruptos daquela terra. Motivo, conter a entrada de alegados terroristas que lutam pela libertação do seu país, contra uma potência imposta, embora hoje com direito de existência de facto. Vítimas os palestinianos em geral e os trabalhadores, em Israel, em particular.
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Um novo muro, agora no hemisfério Sul, no Brasil. Uma muralha separa os habitantes pobres dos ricos, abastados e remediados do Rio de Janeiro. Motivo, conter a violência e os roubos dos pobres das favelas. Os favelados são prisioneiros nos seus bairros, dos criminosos, das autoridades, das condições de vida e dos preconceitos.
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Os muros são instrumentos de tortura e geradores de conflitos e ódios. Não são soluções, são próteses de vergonha.
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Nota: Imagem do Muro de Berlim, conhecido pelas vastas e diversificadas intervenções artísticas apelando à destruição daquela estrutura e à libertação do povo leste-alemão.