digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.
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domingo, fevereiro 21, 2010
terça-feira, outubro 06, 2009
sábado, março 28, 2009
Como os palhaços.
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Insensibilidade
sexta-feira, setembro 21, 2007
Azul, azul
terça-feira, julho 31, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
terça-feira, janeiro 30, 2007
Amores aos molhos
Faço molhos de pequeninos amores. Os meus beijos são breves saudades e os gestos ténues carícias.Não vivo só, em minha casa há sempre flores. Cada uma tem um nome, uma evocação.
Os dias são povoados por mil mulheres. Todas breves. Todas lindas. A cada uma, uma flor.
Os dias são de silêncio. Na minha cabeça, as vozes de todas as que amei. Até das que me desamaram e das que destratei. No escuro dos quartos e da minha alma não há memória das traições.
Os dias são de silêncio. Não há dias dias absolutamente felizes nem assumidamente tristes. Só nostalgia.
Os meus amores foram todos frágeis. Os meus amores foram todos pequeninos. E nem por isso foram belos. Faço molhos de pequeninos amores para que juntos pareçam que tive um grande amor.
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