Olha-me como se fosse a primeira vez. Olha-me não como a
nossa primeira vez, mas como a primeira de todas. Olha-me como quando deixaste
de ser menina e quiseste ser mulher. Olha-me pedindo um beijo. Olha-me
desejando a cama de que tens medo. Deixa-me que te desflore pela segunda
primeira vez. Enleva-te, eleva-te, inebria-te e despe-te renitente e duvidosa. Despe-te
querendo mais e querendo menos. Leva a mão onde há dias só sonhavas e há tempos
negavas. Fecha os olhos, deixa-te ir, bêbeda e ciente. Tens a experiência da
inexperiência. Sabes que um dia saberás. Despe-te e olha-me como se fosse a
segunda primeira vez.
digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.
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terça-feira, novembro 29, 2011
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