digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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sexta-feira, setembro 23, 2016

Xenofografia e Xenofonia

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Vêm imigradas para o trabalho e indígenas morrem de involuntário suicídio. As palavras não se sabem defender. Quantas não feneceram por esquecimento. Não há cemitério onde se velem e chorem, perecem indigentes. Poucas velhas das aldeias lembrando falecidas e doentes. Engravido-me na esperança narcísica de que alguma perdure.

terça-feira, abril 21, 2009

Pra ti, musa amiga















Tens-me servido de musa. Em Lisboa, de Tágide. Ainda bem que não como peixe ou outro ser aquático, como tu. Nesta circunstância teria de te comer.
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Nota: Este texto é dedicado à amiga MCN, que me inspira com suas conversas.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

A pandilha

Em mim há um remoinho que me puxa para a mesa. À volta amigos e galhofas, além de confidências e uma continuidade de travessas de bifes e garrafas de Vinho de Colares. Mesmo que fôssemos treze, sentariamos a superstição e ela jantaria connosco, mas ainda há o Sr. António que bem pode juntar-se a nós e aliviar os mais aflitos de alma. É difícil uma alegria assim tão simples!