digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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sexta-feira, junho 01, 2007

Sempre as mesmas outras dúvidas

A matéria é palpável. O espírito é impalpável e quase indefinivel com palavras. Deus é espírito. O Espírito Santo é espírito. Os cristão não se entendem quanto à natureza do Cristo: espírito, matéria, espírito e matéria. Cristo era homem ou era também homem? Os cristão não se entendem quanto à forma e dimensão de Deus. Credo! «Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado não criado, consubstancial ao Pai». Credo! Credo de Niceia e Constantinopla.
Os Cristãos não se entendem quanto à alma: pre-existente ao nascimento, existente com o nascimento, falecente com a morte, eterna e imortal. Os homens não se entendem quanto à natureza do homem: só corpo, só alma, corpo e alma.
E quanto à arte: é matéria ou é espírito ou é matéria e espírito? Ainda e sempre, a mesma pergunta mantém-se: O que é a arte?
Com tanta semelhança na permanência das dúvidas e teima na litigância, quererá isto dizer que a arte é humana ou que é divina? Um reflexo.

quarta-feira, março 14, 2007

Vidas

Onde estou se o sítio onde estou não tem lugar para mim? Espero que seja o Inferno, para um dia ir-me embora sem remorsos.
Na verdade não se tem muita bagagem. Nas horas difíceis só se tem a vida, as memórias e as esperanças para carregar. Na verdade, poucas coisas importam além dos afectos... os bons e os maus.
Temos tudo em nós, até prados e florestas. No desalento bastamo-nos se pudermos e soubermos. Na alergria tudo é fácil e abundante.
A mesa posta, o vinho a correr a rodos, tudo farto e a fome danada que se vai embora porque se sonha até se adormecer. Por que não? Até ao dia do suspiro fulminante ou suavizante. Ponto de intermitência. Espaço de interrupção, mas talvez de persistente canseira. Espaço de interrupção, mas talvez de devida saúde e alfabetização, de desejado desanso.
Haverá um dia de ternos sorrisos e de imensa sabedoria. Haverá um dia de saúde. Haverá vidas do espírito e não do corpo. Desmedida felicidade de conhecimento e amor.