digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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sábado, fevereiro 07, 2009

Jantar com elas

O que gosto nos jantares só com mulheres é conseguirem ouvir-se a todas. O que não aprecio é estarem horas a falar da mesma coisa.

sábado, janeiro 03, 2009

Coisas diferentes e a mesma coisa

- Foder, copular, praticar sexo, fazer amor... Bah! Não é tudo a mesma coisa?
- Não!
- Então?
- Basicamente é, o jogo é o mesmo, mas tem regras diferentes e diferentes objectivos.
- Como assim?
- Copular é uma obrigação, é quase trabalho de casa da disciplina de ciências, coisa mecânica, aborrecida.
- Ai sim?!
- Sim! Foder poder ter alguma «violência», mas há força e tesão, desejo, se quiseres suavizar as coisas.
- Pois sim...
- Fazer sexo é para desconhecidos que sentem uma incrível vontade de se entregarem ao desejo e à lascívia.
- E fazer amor?
- Ah! Isso é arte! Tem sentimento, profundidade, intensidade de afectos. O acto com quem se até pode não ser o mais esplenderoso provado, mas é, certamente, o mais prazenteiro, porque trata-se de fazer o bem com o corpo. Percebeste?
- Não!


Nota: Digam lá se a menina do quadro não está mesmo a pedir umas nalgadas? Tau! Tau! (taoísmo)... Paz! Paz! (pacifismo)

terça-feira, março 13, 2007

Os amores de fogo e cinza

Vulcano também faz amores na sua forja. É por isso que há paixões talvez cruas, pequenas e imperfeitas, mas telúricas como tremores de terra e que deixam marcas no tempo, que se guardam por muito tempo no coração. Os amores de Vulcano são de matérica, feitas de terra, de ferro e de fogo, resistem aos anos com ternura e raiva, mas não à doçura dos dias. Depressa voltam à cinza, mas até a cinza sobrevive, voa e impressiona os olhos. São amores que se temem e se desejam: paixões taçvez cruas, pequenas e imperfeitas, mas telúricas como tremores de terra.

Nota: Retrato do idílio amoroso de Vénus e Vulcano.