digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

sábado, janeiro 30, 2010

Antes de Rafael





















Mais do que a idade, a internet dá lições. Na minha adolescência, impressionável com os conhecimentos de quem era mais velho, decidi não gostar dos pré-rafaelitas. Tinham-me dito que não prestavam. E que não prestavam, repetia. Porém, gostava. O tempo foi passando e eu negando que gostava. Um dia abri um belogue, abri duas, abri três vezes e levei uma lambada daquelas fortes. Pois que a arte dos pré-rafaelitas era ali exposta com honras. Desde então saí do medo e assumi que gosto dos pré-rafaelitas e esqueci todos os argumentos medíocres que acusavam de mediocridade a arte de alguns mestres ingleses.
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Nota: Obrigado Beluga…

Vá lá, acorda

- Querido, acorda…
- Hã?!
- Vá, é manhã.
- Hã?!
- Acorda, já é manhã. Está um Sol lindo lá fora.
- Hã?!
- Vá lá!... Tens a noite toda para seres desempregado.
- Hã?!

Dupla penetração





















Os lugares por onde se entra também são de saída. E os de saída de entrada. E há os de saída e entrada e saída e entrada. E os de entrada por saída. E não há um caralho dum buraco qualquer em que me possa meter. Com tanta gente para foder e fodem-me a mim. Oh caralho! Fiz vinte anos de jornalismo e estou sem trabalho. Com tantos camaradas a prostituírem-se, outros armados em chulos, outros sem pinta nem para putas e que envergonham as putas… não há o caralho dum buraco qualquer em que possa entrar? Ser fodido e mal pago é uma dupla penetração... agora fodido e não ser pago... é ser enrabado por um cabrão com sida.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Horizonte

Para além deste horizonte, a linha de parede da casa, há um fio de leve alaranjado, sinal de que amanhã o dia não será tão fechado.
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É uma linha ténue, finura de garrido desmaiado, acolchoado entre o amarelo clarinho emprestado pelo Sol, o azul do dia que se vai e o azul negrume da noite que se pressente.
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Isso é lá fora, além do horizonte da parede. Da vidraça para este lado, não há frio nem Sol, nem chuva nem calor, dia ou noite. Aqui vive-se o pasmo e o tédio. Pasmo da ausência de gesto, tédio da repetição mimética e siamesa da ausência de gesto.
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Ainda assim, prefiro a vida da janela para dentro, pois posso ser sem que me queira parecer com outra pessoa. Lá fora há os pombos, os automóveis e os barulhos e muitas coisas.
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Lá fora há muitos horizontes, alguns pouco maiores do que aquele que tenho. Aqui aprecio a parede e imagino, lá fora, um pôr-do-sol em ecrã gigante, de tons fortes e vento de frente.
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Frente à realidade, o sonho é sempre mais forte. Preferível.

O sonho





















Não tenho nada entre mim e o sonho. Nem uma janela de vidro. Mais do que transparência, não tenho obstáculo, nem invisível. O mal está no material, coisa feita do pó à água. O desejo é sonho, alcançar é de essência diferente, em mim, linha paralela.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Ir ou ficar?














Tudo o que fica se deteriora sem glória, tirando quando a glória é ficar.

No Orçamento do Estado

Não me revejo no Orçamento do Estado. Por mais que olhe para os números não sei qual é o meu.

Longa vida ao amor





















É elementar: não posso ter amores duráveis, pois sou nódoa que não sai. Não posso ter longos amores, falta-me o saber de não contar os dias.

No lugar do outro





















Não vale a pena pensar o amor, pois é pôr o cérebro no lugar do coração… nunca o poderá compreender, nem saberá beijar.

Frio




















Este frio é sentimento e existe para nos abraçarmos.

terça-feira, janeiro 26, 2010

Cheiro de mulher

Tenho saudades do cheiro duma mulher. Lembrei-me agora que toco com o meu polegar no nariz, o meu perfume e o aroma do charuto. Noites de sexo e tabaco. Sedução nocturna, libido juvenil. Com esta idade não se perde apenas tempo, mas oportunidades de furar as noites com espertinas suadas.

Música

Quando todos imaginavam sexo, eu abstinha-me. Quando todos julgavam abstinência, eu enlouquecia.
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Quando todos imaginavam sexo, eu espumantava. Quando todos celebravam fúnebres, eu estava indiferente. Quando todos me julgavam vivo, eu estava morto.
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Que diferença faz se não me notam? Voando por aí, fingindo invisibilidade. Fingindo voar. Fingindo olhar do alto das nuvem. Fingindo estar sob os tectos sem tocar o chão.
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O que importa? As pessoas querem é sexo e dinheiro… e poder mandar. Depois vem o amor. O amor pode esperar. Afinal, o amor vem e vai e todos sabem que um dia todos iremos. A morte custa, mas o que realmente importa é ter.
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Não me excluo. Mas por via de não ter amor. Por não saber amor. Por não saber, amor. Disse amor? Foi retórico.
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Quando todos imaginavam amor, eu estava indiferente. Um dia morrerei e, com sorte, alguém me há-de chorar. Se não descobrirem que não estou onde deveria estar. Tocando música, dizia, mangado música, fazia.

Problemas





















Problema é ter tantos livros que devo ler. Problema é ter livros para ler. Problema é andar com livros atrás. Problema é não querer ler. Problema é saber ler e não ler. Problema é ter peso na consciência por não ler. Problema é ter problemas.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Silly cone





















Antigamente, as putas tinham ar de putas. As senhoras tinham ares de senhora. As outras mulheres queriam ter ar de senhora. Hoje, as putas têm ar de putas, várias senhoras parecem-se com putas e muita mulheres fingem-se de putas. As mamas de plástico são um deplorável mundo novo... já para não falar nas tatuagens.
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Nota: Victoria Silvstedt seria linda não fossem as mamas enchidas com silicone ou saquetas de água ou com o raio que a parta. Por isso, Paris Hilton é muito menos tola do que pensam... diverte-se muito com o corpo que tem.

domingo, janeiro 24, 2010

A noite dos quatro amores

Esta noite estiveste mais sensual do que alguma vez, Fizemos amor comigo a olhar-te as espaldas. E tu, generosa, ficaste até eu chegar ao fim da erupção. A tua humidade atiçou mais e mais o meu fogo e os beijos que não demos foram sinal de amizade maior.
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A ver, ramalhete doutras flores, uma vermelha e as restantes de cores imprecisas. Sim foi bom. Por uma vez, escolhi outro matiz. Há vinte anos também quase foi assim, sem remorsos.
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Demos um longo passeio antes e todas vós me preparam a surpresa. Uma festa, uma quase orgia. No final, como era de esperar, a surpresa maior, o meu presente para ti, com o canteiro a suspirar, sem inveja, mas com desejo. Os beijos que não demos deixaram-me ver-te as costas.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

A beleza do caos ou um belo plano feito dum conjunto de coisas feias

A minha vida não está escrita. A minha vida, a ser escrita, não teria gatafunhos. Não por ser perfeita e sem necessidade de se corrigir, mas porque toda ela seria uma composição gigante de rasuras.

Infidelidade

- Meu amor, mas é claro que te amo!...
- Foste infiel...
- É um sinal de amor por ti.
- Como assim, velhaco?!
- Para te poupar...
- Para me poupares?
- Sim! Para não te gastar toda. Para que não me sejas breve.

sábado, janeiro 16, 2010

Reencontro





















Jurar as palavras todas para que as possa renegar. Falar para não suportar o silêncio. Abraçar as paredes à falta de um tronco para o fazer.
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Tinhas olhos verdes. Quando me lembro reparo que eras uma miúda. Tranquila e doce. Tinhas a pele macia e lisa, sem pressentimento de rugas.
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Tantos anos passados e resta essa imagem, que hoje, por certo, não é a certa. Gostava de te ver as mãos. Dizem que as pessoas de olhos claros envelhecem muito nas mão.
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Não para te recriminar. Não para te lembrar do tempo de antes visto do agora. Apenas para te saber e saborear depois de tantos dias.
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Havias de me ver. Sem mulher nem filhos. Sem solidão ou excesso de presenças. Nem solidão ou excesso de presenças. Como se fosse possível ter antagonismos desses.
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Não ganhas nada em ver-me. Só se tiveres a mesma nostalgia dos abraços antigos e a curiosidade acerca da passagem do tempo. Se assim for, valerá a pena um reencontro.

Matemática

O máximo que consigo é ficar abaixo do mínimo.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

As camas

As camas tanto têm vista para dentro como para fora. Para o quarto e para além dele. Para o miolo dos lençóis, prá alma e prá consciência.

Sopros

Não sinto. Além deste corpo. Projecção falhada.
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À frente um sopro forte de Outono. Antes fosse. Por aqui, agora é Inverno. Porém, as árvores ainda não estão todas despidas.
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Para quem a arrumação é uma necessidade, o Outono baralha-lhe a paciência. Como conciliar a beleza com o caos? Contudo, o horror ao vazio não se sente.
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Tiveras eu o jardim da casa que anseio e a invernia teria um estatuto de ainda maior deleite. No Outono ficaria mais nostálgico.
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As vedações e muros não contêm o abraço de folhas caídas. Nem o assoprar. Esse é, aliás, um dos prazeres.
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Há poucos amores como o vento. Suave, intenso, quente, frio, seco e húmido. Não tem marasmo nem tédio.

terça-feira, janeiro 12, 2010

A realidade só indirectamente condiciona a minha criação. A minha escrita está contaminada por mim.

Veneno nas letras





















A realidade só indirectamente condiciona a minha criação. A minha escrita está contaminada por mim.

As tempestades, entre várias

Se tudo lá fora é borrasca, por que em mim é calmaria?
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Se tudo lá fora é quietude, por que em mim cantam os pássaros do anoitecer?
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Se não fosse a tempestade, nada mais teria aqui que fazer. Não fiquei preso e inquieto, cercado pelo temor do regresso da chuva e do vento, amedrontado pela lama. Estou, porque aqui está o odor da vida e o húmus agarrado aos pés.
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Lá à frente pode haver cidade ou bosque, aqui há um anoitecer como os solavancos depois do choro.
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Aqui não há medo, só desejo de que não venha demasiado frio à escuridão que se aproxima. Por mim passo a noite a ver a chuva chegar e partir.

Dor





















O problema está na dor. Nem sempre por doer… às vezes, por não doer.

domingo, janeiro 10, 2010

O segredo

- Hoje voltei a sonhar com a Flor Vermelha…
- E que tal?
- Angustiante… como sempre.
- O que aconteceu?
- Nada de especial, o mesmo do costume… nudez e erotismo… afecto e cumplicidade, constrangimento… saudade… arrependimento e orgulho… vontade de corrigir a situação e ter medo da vida daí resultante. Como se alguém, depois de se jogar duma janela, pudesse recuar, pudesse não cair, o soubesse, o desejasse, o quisesse, mas tivesse medo de o fazer.
- Angustiante…
- Opressivo. Ilusão e desilusão. Um mistério muito grande… o que fazer com este amor?
- Mas isso é amor?
- Não tenho a menor dúvida… tanto meu como dela.
- Mas assim não parece.
- Mas é.
- Se ela te amasse não te faria assim sofrer.
- Acabei de te dizer aquilo do voo pela janela… é uma prova.
- É a tua vontade. Foi um sonho. Acorda, na vida não é assim.
- Sonhar é viver. O que seria da vida sem amor e do amor sem os sonhos… e dos sonhos sem o amor.
- … hummm…
- Amo-a como ela a mim. Sei porque sonho. Porque se assim não fosse já poderíamos ser amigos depois do sono. Estás a perceber aquilo que te disse acerca da janela?
- A ser assim, esse amor é doentio.
- É suicida… é masoquista… mas não é sádico.
- É doentio.
- Não! É um amor falso.
- Se o amor é falso, não é amor. Acabaste de dizer que era amor, mas agora dizes-me que é falso.
- É verdade que é verdadeiro, mas é falso porque não se pode nele fiar.
- Mas o que é, afinal, um amor falso?
- Todo aquele que finge.
- Todo aquele em que se finge?
- Não! O fingimento é parte do encantamento.
- Então?
- Todo aquele que finge…
- Finge?
- Finge! Finge que ama. Finge que não ama. Finge que se importa. Finge que não se importa. Diz que está e que não está.
- Doloroso… complicado…
- Sim. Por vezes, há amores falsos com mais consistência e misericórdia do que outros verdadeiros e assumidos.
- Dizes isso tudo, assim… sem medo de te revelares… De te pores nu de frente para o mundo?...
- Nu de frente para o mundo, atrás duma janela. Nu sob a minha roupa, claro na consciência.
- Não fujas… não tens receio?
- Tenho, mas também sou imponderado e impulsivo, é da minha natureza.
- Revelas-te assim…
- Revelo o que quero revelar. Como te disse, a verdade está sob a minha cabeça, na minha consciência. Isto acerca de mim. Sobre o amor, está entre mim e ela.
- Ao revelares-te mostras mais do que deves. Como num jogo de cartas... jogas contra ti, jogas a perder.
- Não. Penitencio-me, rebaixo-me e suplico.
- Não faz sentido! Esse teu amor não é segredo?
- É!
- Por que o guardas e sussurras, a poucos, parte do que te vai?
- É segredo. Mas um dos prazeres do segredo está no breve e leve assoprar. Doutra forma não serve para nada.
- Tem de haver fuga…
- Tem.
- Por vezes, a revelação é contraproducente. É-nos prejudicial.
- Sim. Uma verdade comporta sempre dor e implica haver um derrotado. No entanto, para o outro não tem de ser assim. Além disso, quem assiste vive o escândalo sem se ferir, embora podendo emocionar-se.
- Voltando ao concreto. Achas que ganhas alguma coisa em expores-te? Esse teu amor não é um segredo?
- Sim, é segredo. Válido apenas até à revelação, momento de explosão.
- Já o revelaste…
- Nem por sombras. Estou nu apenas para mim, os outros sabem o que vêem e ouvem, deduzem o que julgam saber. O meu segredo não sabes…
- A Flor Vermelha?...
- Não sabes quem é.
- Vais dizer-me?
- Dou-te uma pista. O meu amor tem uma longevidade imparável. Válido porque não é correspondido nem correspondível… de cá para ela e dela para cá.
- Não existe?
- Existe, mas num limbo entre a carne e o espírito.
- Divino?
- Humano.
- …
- Tem muitas vidas e, por este andar, mais vidas terá.
- Qual o porquê dessa longevidade?
- Isso é segredo.
- Mas qual é o segredo?
- Se o soubesse deixaria de ser segredo. Vamos vivendo uma coisa que construídos, dia a dia. Nenhum conhece o destino. Não deito cartas, nem as quero deitar. Não faço bruxedos nem vou a bruxinhas. O que tiver de ser, será. É nessa angústia e nessa dor que está o prazer. É esse o segredo.
- Que fizeste, então, quando acordaste?
- Respirei de alívio e fiquei magoado e ansioso.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Fogo de artifício

Quarenta anos? Badamerda, ca ça foda!

XL - a entrada nos «entas»

Ao todo? São muitos. Os mesmos que a minha mãe tinha quando me teve.
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A beber passas, marmelo caramelizado, frutos secos. Consta que é madeira e imagino mogno. Talvez seja madeira. Madeira, mesmo.
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Ainda agora era anteontem. Ainda anteontem era ontem. Ainda ontem era há vinte anos. Ainda era feliz. Já era adulto e ainda era feliz. Tinha dez anos, tinha a vida toda. Pela frente, lados e já atrás. Dez anos, só mais seis do que quando tinha quadro e me tiraram aquelas fotografias em Évora, no Templo de Diana, que, afinal, não é de Diana. Só mais dois do que em Sevilha, montado numa burra de pelúcia, ou de coisa assim, quiçá verdadeira.
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Ao todo? Muitos! Ainda me lembro. Ainda quero desistir. Ainda quero viver. Já quero morrer. Morrer novo. Para não sofrer. Para não viver. Tudo o que a vida me quer dar e tudo o que não quero da vida.
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No Estoril com a mãe. Algures com o pai e a mãe. A mãe ausente, a trabalhar. O pai a trabalhar e ausente. A carrinha para a escola e a avó. O autocarro para a escola e ninguém para o almoço. A penantes para a escola e volta sem ninguém para o almoço. A ida e o regresso tardio da escola. A escola e o trabalho. O trabalho. O trabalho e a escola. Quase uma vida, só metade.
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O grande amor. O grande amor. O grande amor. O grande amor. Tudo e pouco mais do que o grande amor. Até ao dia da imensa solidão. A traição breve, o arrependimento e a confissão. O recomeço e a dor, além da minha. Tão pungente. Depois a ida do grande amor, a tristeza. A tristeza e a doença e a loucura e a doença e a loucura e o tédio e o desanimo e a apatia e o fim quase no fim. Os amores falhados.
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Se fosse um rio seria um rio banal a correr entre pedras e não o estuário de desaguar. Sobressalto e espuma breve e límpida, sem esconder o que a água pode afogar.
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Já são tantos anos e ainda a promessa de tanta a vida para nascer. Nascer é viver. E tanta vida que se pode dar. Vida para aspirar. Mas o tédio e a apatia… este ano não vieram, mas são presentes a cada dia, como fantasmas à espreita.
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São muitos dias. Um dia, quiçá, direi o mesmo do dobro.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

terça-feira, janeiro 05, 2010

Lhasa de Sela

video

A Lhasa foi-se no domingo que passou. Que tenha sido uma maré alta que a levou.
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Nota: Foi com a Flor Amarela que a ouvi pela primeira vez.

Apagão

A verdade é que me sinto violado. A entrada de alguém no meu computador deixo-me com nojo. Já tinha ouvido falar dessa sensação acerca das casas assaltadas ou dos automóveis vandalizados. Agora sinto-o.
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Não escrevo. Não tenho escrito, por sentir essa pequena ferida a enervar-me os dias. Depois, além das imagens que me levaram, foi-se metade dos leitores. Onde andam?
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O que me consola é a certeza que dois mil e dez vai ser melhor do que qualquer um dos dez anos que o antecederam.
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Vou ali e volto já.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Sondagem, resultados: o que é o clítoris?

Clítoris. O termo mais correcto é clítoris e não clitóris, com acento no i e não no ó. Quando, no início de 2009, decidi questionar os meus leitores acerca do que é o clítoris sabia que a consulta não era para ser levada a sério. Acho que todos perceberam. Enumerei várias hipóteses ridículas que associei livremente à palavra e que me faziam sorrir.
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Não sabia que os votos podiam transitar de categoria. Alguém que votou duma maneira e depois de outra, o blogger mudou o seu voto. Não sabia. Malditos cokies. Um ano depois, é tempo de analisar os resultados.
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Para a maioria, não absoluta, dos leitores, uma erupção cutânea é o mais provável significado, com trinta e nove por cento. Um joy stick, esta opção menos imaginativa, totalizou dezanove porcento. As hipóteses citrino e doença sexualmente transmissível apuraram cada catorze por cento. Para sete por cento é um disco da Britney Spears, para quatro por cento o nome dum Rei visigodo (se fosse Clitóris era certinha esta opção a mais certa)... apenas um por cento votou numa região vinícola italiana. Ninguém acreditou que pudesse ser o nome dum futebolista brasileiro... calculam mal, pois deve haver, de certeza, um brasileiro chamado Clítoris ou Clitóris.
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Para ilustrar, batoteiro, ponho uma imagem relativa à minha opção: uma região vinícola italiana. Tenho dito!

2010 - Ano Novo

Por que muda o ano se a vida é a mesma?