digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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sábado, fevereiro 07, 2009

Não, sim e talvez





















O problemas delas é não saberem dizer directamente. O problema deles é não perceberem senão directamente.
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Nota 1: Parece-me absolutamente lógico que só as palavras, ideias e decisões ditas claramente traduzem o seu valor. Haja paciência para elas!...
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Nota 2: Então quando a questão é um «não» a coisa dá para o torto. Sim, porque só há problemas quando um «não» está à mistura, porque o sim nunca levanta problemas.
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Nota 3: Os homens, quando proferem uma sentença a uma mulher, são brutos e insensíveis, por o fazerem de modo tão directo. Quando um homem não percebe uma sentença, enviesada e difusa, duma mulher, é estúpido.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Burburinho

O burburinho garante o segredo das palavras do teu afecto. Não digas mais alto não vão silenciar-se de súbito.
Nas minhas bodas só vou faltar eu... tal como no meu funeral. Tanto num como noutro, não faço lá falta, basta que lá esteja o meu corpo.
Agora que dizes o quanto me amas posso deixar de ouvir a música e levar-me pela toada das palavras. Já nada tem sentido, tudo é som. Ninguém se importa com o vinho entornado nem com a cabeça ébrica nem com a voz zombeteira nem com as orações. Nem importa o burburinho. Por mim fico-me com o amor dito pelos teus lábios, abafado pela pequena multidão sentada ao redor da comida e da mesa. Amas-me, é o que importa!