digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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sexta-feira, agosto 03, 2018

Poente a Nascente


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Estas saudades só passam se te tiver desde ontem, se pudesse ao momento em que foste.
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Os tantos dias têm sido das memórias de azul. Sorris e fazemos amor… como dizer, assim…
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Cada dia completo pela quarta-feira.
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Uma lembrança-boa-triste cada vez que, sem ti, fiz amor contigo. Todos os dias nos amámos.
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À noite falámos e diluí-me na tua voz. Depois morrendo enlevado, sonhei caindo-te-me, pelas horas nocturnas.
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Sinto uma maré: a saudade leva-te e vens mais próxima na onda da certeza-do-tempo.
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Não é necessário este Verão para nos derretermos abraçados.
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Perdi a ânsia de fulminar o espaço-tempo. Sinto-te no sítio-lugar.
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Ainda não percorrida a viagem e o tempo jaz. Não merece clemência, pela dor. Sim um festejar pela sua chegada.
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O raciocínio nega ao passado ser futuro. Por isso, a minha saudade só morrerá quando te abraçar no beijo mais azul.

domingo, agosto 13, 2006

Sol no rosto

Não há floresta que me cubra o Sol nem ribeiro tão fresco para matar-me a sede. A minha casa faz-se de vento e com troncos faço cama e espelhos. Visto-me de sombras e nas penumbras escondo as vergonhas. Não tenho medo de lobos e as giestas guardam-me as infâncias de todos os dias e alguns coelhos. O mundo é a minha casa toda e nas serranias mais altas grito para me ouvirem as loucuras. Sou feliz nos desatinos solitários e também quando vem a Primavera ou se engana o Verão com um dia de chuva. Solto poeira com os pés e confundo a Lua não lhe chamando nome nenhum aos quartos. Ignoro a rotina dos despertares e deito-me quando apetece deitar. Não há caminho que me imponha um destino nem floresta que me cubra o Sol.