digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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segunda-feira, janeiro 07, 2008

Número de porta

Com o nervo desligado não se sofre. Sem cabeça não se sofre. Para mais, sem cabeça não se sofre da cabeça.
E se a vida for uma ilusão de óptica? Um troço para ir e outro para voltar, uma rua, um número de porta e as idas e as vindas, sempre no sentido de ir. No sentido de ir para o fim.
E quando se vai sente-se menos. O caminho sopra ressentimentos e o tempo traz esquecimentos. Há quem não vá muito longe da porta e quem se esqueça dela.
Com o nervo desligado não se sofre e a dor da porta para dentro só assim não se sente. A outra perde-se pelo caminho.