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Em frente ao grande portão há um degrau confortável para se observar o ondular das folhas das árvores grandes. Atrás do muro há uma casa com janelas que se abrem para o ar todo. Não imagino o que se passa lá dentro.
As ruas sombrias não se fizeram para passear. Nos dias do tédio volto a casa por elas para ver toda a tristeza que sinto. Um dia destes mudo-me para uma dessas ruas.
A nostalgia é uma poltrona larga onde se afunda o corpo. Uma dor de cabeça. Na volta dos passos sozinhos e calados é numa onde me deixo ficar. Um dia destes sento-me frente ao rio e esqueço de toda a outra vida anterior ao momento. O rio leva tudo.
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