digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

quinta-feira, agosto 02, 2018

Berlindes

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Hoje, quando me lembrei de ti pela primeira vez, tive uma percepção-imagem de vigília-sonho-premonição. Tão simples quanto brincar com berlindes.
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Berlindes? Coloridos, transmitindo-me leveza-de-espírito, alívio, liberdade e amor.
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Um amor nunca tido. Inalcançável, como uma estrada para onde o olhar não chegará.
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Amor de andar de mão-dada e de riso, do abraço à cama. O caminho pela mente-espírito.
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Tal raciocínio – nem que fosse por estares nele – não me deixa fatigado. Opostamente, a visão dos berlindes aconchega-me.
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Falando-me de ti, os berlindes serão o Sol, a Terra, a Lua e todos os planetas do sistema solar? Estes astros falham em quantidade.
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Do sentir, pensar e dizer, assombradamente, aconteceu-me uma revelação.
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Cuida-me transcendência – como melodia de rumor indiscreto – oiço, no para-lá, uma estrela inédita.
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Excelente, esta estrela, só ao longe não é redonda. É a que divido contigo, meu amor.
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Se os berlindes são mais, em soma, do que uma só estela é porque.
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Comecei por escrever uma percepção-imagem de vigília-sonho-premonição.
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Meu amor não tardes e sempre és comigo.
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