domingo, outubro 09, 2016

E o que de mim disseram

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A vida passeia-me por trela curta, não me estrafego porque é indiferente ir, ficar ou voltar. Cão sem dono e dele recebo o destino, como ateu cego, costurando frases de incertezas peremptórias, inditas e indizíveis. Caio cão sem dono na cruz. Ninguém ouve. Ninguém vê. Ninguém diz. Ninguém faz.

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