digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

quinta-feira, julho 16, 2015

A queda de que me joguei e salto sempre

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É mais fácil ser-se do favor. É mais fácil ser-se do contra. E é tão fácil dizer-se diferente, concordar divergindo e desviando no aceitar.
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Onde estou?
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Monárquico distraído, republicano preguiçoso e cansado de explicar a quem não quer ouvir.
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Onde estou?
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Talvez nos cínicos. Talvez até nos hipócritas. Nos medrosos, certamente nos merdosos.
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Onde estou?
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Nos tolos. Nos que acreditam em qualquer coisa aparentemente possível. Nos da bondade de boca e barriga cheias, de bolsos vazios. Nos que acreditam terem uma importancizinhar.
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Nos peremptórios. Nos das excepções. Asseado por fora e sujo para dentro. Dolorido e lastimoso: chame-se índole e consciência.
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Voz em frequência modelada: social-cristão para ser revolucionário e poder agradar ao mundo.
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O mundo não se importa. Importo-me e espero que alguém se importe. Não importo, nem preciso de me preocupar com gregos e troianos.
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Social-cristão, a coisa imprecisa e fácil de pronunciar.
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E é tão fácil dizer-me diferente, concordar divergindo e desviando no aceitar.
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Tão simples como ser do favor e da contestação, só que numa névoa – dispensável, mas obrigatória – de ridículo.
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Onde estou?
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Onde me deixam estar.
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Provavelmente tem a ver:
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– O meu futuro é aquilo que se viu.
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Nota: Obrigado Fernando Tordo por este último verso.

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