digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

sexta-feira, novembro 28, 2014

Deixei de mim

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Despedi-me e disse uma das palavras proibidas. Uma carta de despedida com tudo o que deve ter uma carta de despedida. Escrevi tristeza. Não neguei alegrias antigas. Escrevi mágoa. Não escrevi rancor. Sublinhei injustiça. Recusei vingança. Escrevi libertação. Reconheci as saudades. Escrevi suspiro de lágrima. Escrevi suspiro de desafogo. Molhei o papel com lágrimas de alegria e tristeza. Expliquei e disse o que devia dizer. Disse tudo. Não disse tudo como os malucos. Expliquei tudo, até onde se pode ir sem entrar na ofensa. Deixei abraço e votos de felicidades.
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Nota 1: Não é uma despedida duma relação amorosa, não é uma despedida do trabalho, não é uma carta de suicídio.
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Nota 2: Este poema de Sérgio Godinho está na minha arca de invejas.

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