digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

quinta-feira, outubro 16, 2014

Conversa de surdos

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Disse-lhe:
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– Sei que tens seios lindos.
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– Sei que és parvo.
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– Apostamos… abre a blusa.
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– Não querias mais nada?
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– Sim, que parasses de fumar e fizessemos amor.
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– …
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– Que me dizes?
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– Passa-me aí o isqueiro, por favor.
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– Vais fumar outro, de seguida? Em que pensas?
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– Nada. Vejo só o fumo. Vês os efeitos que faz e para onde vai, sem que haja vento.
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– Preferia ver-te os seios.

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