digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

terça-feira, julho 19, 2011

Tu aí ao lume e eu aqui perto das macieiras







Macieiras e vento para trazer o aroma dos frutos. O mundo com fundo no fim do olhar, sem muros, nem nada.
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Eu aqui e tu à volta duma fogueira, fora da vista. Vejo-te os olhos verdes nas saudades, vês-me no luzir trémulo.
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O mesmo céu como testemunha dos beijos que nos mandamos, enquanto disfarçamos qualquer coisa para que quem não olha não possa ver nem pressentir.
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Eu, deitado. Tu, sentada. Lado a lado em lados diferentes. Tu aí e eu aqui, como se estivéssemos de mãos dadas. A Lua como parede onde afixamos os beijos.
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Ninguém vê. Não querendo, queremos que todos saibam. Sem ninguém ver, fazemos com que não vejam.
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Pela a aurora, o Sol aparece e levanta um véu mágico, numa magia doutro princípio. A luz manda adormecer quem passou a noite suspirando às estrelas.
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A luz do fogo em cinzas e sem vento para trazer o aroma das maçãs. Mas o fim do mundo está no mesmo sítio e o céu mantém-se testemunha.

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