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O Sol não queima a água e quanto muito fá-la voar, mas nunca a dos poços. Essa é sempre fresca e não fosse o abandono e a estupidez estaria sempre viva.
Contaram-me dum homem que adormecia à sesta deitado numa sombra sobre o gargalo dum poço. Não tinha medo de cair. Um dia tombou mesmo, mas salvou-se. Não foi por isso nem por estar bêbedo que a água ficou pior. Difícil foi tirá-lo de lá. Contaram-me.
Quando está Sol só apetece uma pinga de água. Não há bebida mais franca. Tomara fosse tudo tão simples na vida.
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