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A Lituânia declaroua a independência da Rússia em 1918.
Os turcos incendiaram a biblioteca de Bagdade em 1918.
Nicolau II, czar de todas as Rússias, foi assassinado em 1918.
A Primeira Guerra Mundial terminou em 1918.
Max Planck ganhou o Prémio Nobel da Física em 1918.
Ingmar Bergman nasceu em 1918.
Gustav Klimt morreu em 1918.
Sidónio Pais, o único Presidente da República decente que houve em Portugal, foi assassinado em 1918.
Por estas e outras razões, 1918 é um número mágico. São tão mais válidas do que as tolices que sustentam as inevitabilidades sobrenaturais dos algarismos do costume.
Se somar o um com o nove fico com dez: e um com zero é um - o início de tudo. Se somar o um com o oito tenho nove - o fim de tudo. Se somar os dois resultados tenho dezanove, o que dá um mais nove, ou seja dez. Mais uma vez o resultado é um - o início de tudo. Raciocinando o conjunto: princípio, fim, princípio, significado tangível que o Universo é redondo. Por este absurdo idiota afirmo e garanto desgoelado que 1918 é um número mágico. Tão mágico quanto qualquer outro. Tão absurdo nesse propósito quanto um pão com manteiga ou um gato a miar à Lua.
Detesto superstições!
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