digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

domingo, dezembro 31, 2017

Feitiçaria

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Queria escrever-te um poema que gostasses e fosse de amor.
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Dos teus olhos comovidos e coração calado.
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Não te minto, o meu suspira, é generoso e infiel.
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Digo-te, com verdade, o sabor terno da lembrança da euforia do engano.
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Imagino-te voando, enquanto a ilusão me prende na crença dos impossíveis.
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Feitiço de impossível.

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