digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

segunda-feira, abril 17, 2017

Goela

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Fugi-me, ainda me tenho num pouco. Não correr para quem se escapa é mais difícil do que não amar imparmente. Procurar quem se nos esconde dói da perda e do não achar, é granito contra ar. Sou os dois e rodando não apanho as costas.
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A solidão é uma mão de areia, grãos húmidos colados à pele, o mar a pouco e tão pouco para nele lavar as mãos e o motivo para ser em terra.
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Ter valentia é mais difícil do que tragar o mar. Se me conseguir intrépido será breve. Estranho por que me falta desassombro. É o arrependimento antecipado do desmancho do infeito e remorsos por não cometer.

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