digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

terça-feira, janeiro 03, 2017

Se não foi por mal também

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Uma conclusão de dúvida, não a podendo contestar admito-a verdadeira. Há flores cheirosas e as esquecidas. Se nunca tiver sido feliz.
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O sal de Tavira, a chuva em Wuppertal, a poeira da festa, as fotografias, as fugas nocturnas, o Renault 5 metalizado, os fins-de-ano frios.
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Memória e verdade distinguem-se e na falta de luz a penumbra faz de Sol.
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Estragar não foi querença e os arrependimentos não desfazem. Se não foi por mal também não por bem.
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Não posso ser amigo de todos, ainda acredito. Ainda sou uma causa.
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Estrangeiro, diferente da vida infantil agora descrida, não tenho como não admitir que talvez.
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