terça-feira, setembro 13, 2016

Mãe

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Do movimento de translação se acrescentam de preto e branco, a melancolia da chuva e silêncio, uma memória vaga doutra vida e enregelado por isso e do dia.
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Os lobisomens não despertam nos luares negros, quando tudo pára para que possa ser dia como os outros.
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Essa escuridão e a luz da mãe, seu amor quase canino.
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As horas paradas da mãe serão instante. Virão mais cinzentas e o Sol enfeitiçando os meus olhos, como se fosse meu.
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Pudera roubar o tempo ao relógio e a Deus a lembrança.

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