digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

segunda-feira, setembro 12, 2016

Descompreensões

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Quarenta e seis anos desanalfabetisando-me e não entendo as coisas.
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Garganto-me, esboço de certeza em contradição do que sou e estou, reflexo dos espelhos que me apontam, o único brilho, incinerando-me.
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Falares que riscos apagam sem resistência.
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Em permanente contramão viajando na velocidade de espiral de matéria-negra. Sem travões e a crença-vontade infantil de que chegarei salvo.
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Criança insistente mas batida de passado e consciência, ruído de incompreensão e injustiça – talvez verdades.

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