segunda-feira, julho 04, 2016

Túnel

.
Deixo a pele e a carne num corredor comprido de escuro-néon entre dois incómodos, talvez recém-acordado ou em dúvida.
.
Corredor de incumprir como nos sonhos. Ou surdo ou cheio ou esquecido. Voando como astronauta nas incertezas.
.
Feito e preenchido por mim, do triste aos esquecimentos como se o coração parasse e a cabeça ainda.
.
Meio caminho entre os infinitos num tubo de ângulos rectos de luz néon-negra, inalcançável – idem.
.
Se acordo ou voo nas estranhezas, ignorando.

Sem comentários: