quinta-feira, maio 19, 2016

A espera

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À noite vou à janela e chove. Em frente, despes-te diante da rua.
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Fico na penumbra para que te tenha.
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Vais deitar-te e fazes amor.
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Fico à espera dum milagre e as horas passam.
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No outro dia, de noite, vou à janela e pode estar sol. Em frente, despes-te diante da rua.
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Fico à espera do tempo infinito e sem data em que faremos amor.

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