sábado, fevereiro 06, 2016

Entregaria a alma num instante infinito

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Dava tudo para te ver nua. Agora e já e em instante infinito. Quem dá tudo não dá nada, mas daria a alma.
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Já que entregaria a alma, me fosse concedido o perdão por tocar-te no mamilo e saber da rijeza. Encadeado pela auréola, pequena ou espalhada. Colhendo os seios com a delicadeza certa e me saciasse.
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Já que entregaria a alma, me fosse concedido o perdão por te beijar da boca ao ventre. Enlouquecido e enleado nos cabelos tocados para que não se julgassem abandonados. Colhendo da barriga a suavidade das almofadas escandinavas.
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Já que entregaria a alma, me fosse concedido o perdão por te beijar todos os lábios. Desvairado por me teres também em sabor. Colhendo a droga benigna dos corpos quentes.
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Já que entregaria a alma, me te fosse obrigado a tudo e tu a mim. Colhendo tudo como se houvesse nada. Agora e já e em instante infinito.

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