digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

domingo, novembro 01, 2015

Lisboa, terramoto, maremoto e fogomoto

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Lisboa é uma cidade sob ameaça sísmica. De duzentos e cinquenta anos em duzentos e cinquenta anos, entre pontualidade portuguesa e britânica, a bela vai de joelhos ao chão.
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Há duzentos e sessenta anos, entre as nove horas e meia e as nove horas e quarenta, o chão abriu-se em roncos e o orgulho caiu também.
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Depois do abanão ocorreu um maremoto. Se o sismo será certo, certo é que não mais haverá maremotos a assolar Lisboa, pois agora só há tsunamis.
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Depois e antes da água veio o fogo – inafogável – que chega sempre a seguir aos terramotos:
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– Fogomoto.

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