sábado, outubro 10, 2015

Olhos e luz

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Quem morreu e de amor sobreviveu sabe que a morte é morte e que se sobrevive numa dor de raiva incompreensão desamor vergonha inveja traição sangramento lágrimas memórias que se douram outras que se apagam outras inventadas e até felizes. As esperas infinitas noites e dias e sonhos pesadelos e fantasias das esperanças puras e das construídas ou o telefone que não toca e a vigília ou o telefonema que se faz e desliga ou o telefonema ignorado e o remoinho ébrio e exaustor. O Sol queima a chuva molha e tanto faz porque quem perdeu amando vivo vive morto morrendo sempre e ainda que a morte não exista essa tristeza mortal para lá se muda e só a vingança por qualquer coisa de fancaria e de se mostrar para fazer pirraça ilude porque na verdade quem morre por amor não morre e quem morrer por morrer também não e não é por se morrer que o amor finda.
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Num dia de inesperança e inexistência um olhar sorri de lâminas e fogo e se faz luz e na sua velocidade e por um buraco de minhoca se vai e ao vê longe se contempla a morte e se bebe em deleite o vinho fruta e exotismos um abraço e beijo afirma o renascer.
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Nota: Por incapacidade da caixa de etiquetas, os créditos das músicas ficam aqui registados: Vídeo da Música «Adeus, não afastes os teus olhos dos meu», Vídeo da Música «Xico», Música de Simone de Oliveira, Música de Luísa Sobral.
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