digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

terça-feira, junho 23, 2015

A parede

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Sim, há qualquer coisa de ardente naquele olhar, um convite do Demo para capturar corpo e depois a alma.
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Sim, há esse fogo e um corpo em brasa. Os seios, ainda que cobertos, são ímanes aprisionando os olhos e acelerando o coração.
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Sim, os seios pressentidos e os lábios, uma droga suave de fingimento para dormência do tino.
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Sim, há uma parede castélea e como a das salas dos interrogatórios, deixando ver a cama para a assinatura do contrato. Sofrendo pelo desejo impedido de se suicidar.
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O nó da garganta é de desejo e fatal como o corrediço. Não fosse a parede.
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Oh, Diabo! Vem buscar-me.

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