digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Sem segredo

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Se te escorregasse o vestido. Quase nua te beijaria.
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Se pudesse chegar-te e só os dois. Quase nu me deixarias.
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Sem segredo da esperança. Sem calma para esperar, mas esperar.
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Aguardar o cabelo, suspirar pela pele e não guardar tais segredos.
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A esperança é uma dor mágica, alimentada por.
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A boca e a voz do querer.
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Ter tudo, devagar e duma vez. Muito tempo para.
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Que te escorregue o vestido e os meus olhos testemunhem.

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