digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

quinta-feira, março 13, 2014

De azul de amor e brancura de infinito

























Não quero que sejas pedra para que nunca te jogue nem me aleijes.
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Não quero que sejas mar para diluir as lágrimas.
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Não quero que sejas ar para que te use e despreze.
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Não quero que sejas fogo para que me queimes como mariposa.
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Quero-te como o sabão, que lavas e acaricias.
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Que no fim possa dizer que nos usámos e desfrutámos até ao fim.
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Que brincámos às bolinhas e nos zangámos, deixando-te cair e tu fugindo escorregadia.
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Lavas-me a alma, e limpo posso amar-te sem pecado.
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Para cada pecado, os sete ou outros desconhecidos, temos um elixir.
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Sabão, é forma de abrir a boca sem alternativa... o que quero é que sejas para sempre a minha mulher...
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E que eu, doente de parvoíce, mereça sempre o teu carinho.
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Que quando da dor, da insónia e do susto possas ser o champô, que não limpando amedronta os temores.
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Que tu doente possa ser o antídoto.
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Este é um momento em que não digo nada e te olho nos olhos, estejam aqui ou noutro lugar.
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Quando chegares a casa dar-te-ei um beijo...
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Espero que não tenhas lavado a boca com sabão.

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