digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

sexta-feira, outubro 28, 2011

Verbo esperar














Espero que me esperes, como a primeira vez. Coroada de flores, como virgem, e de olhos brilhantes. Espero a esperança suficiente até esse dia.
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Quero-te emergindo dum lago, orlada de flores e dos pássaros pirosos que há no Paraíso. Quero esquecer a árvore do conhecimento e deitar-me contigo à sombra da dos prazeres.
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Quero cumprir promessas de vidas. Quero meter-te a Lua no ventre, para que te faças Sol.
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Dias soalheiros de amena luz. Mergulhos tépidos em mar de transparência e ondas de brincar. As frutas do mundo e o vinho de Deus.
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A solidão feliz de dois amantes, alimentados de boca-a-boca e mão-a-mão e corpo-a-corpo e jura-a-jura. A feliz solidão sem tempo nem horizonte.
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Amar além das vidas. Entre elas, o caminho do Paraíso para lugar nenhum, um abismo de perda de tempo.

1 comentário:

Rui Coelho disse...

os teus dedos apareceram na época errada, para satisfação de alguns que nesta vivem ()