digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

terça-feira, novembro 03, 2009

Restos





















Tu partiste e eu fiquei de cabeça perdida. Despeitado, abandonei o coração que me abandonou. Na minha loucura ia perdendo a vida que se agarra à alma. Nesta solidão lamento as perdas, como se um incêndio me tivesse levado tudo e não houvesse forma de resgatar o que fora meu. Tenho as memórias. Não será essa uma forma de nada perder?

Sem comentários: