digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

domingo, maio 13, 2007

Entardecer














O fim de tarde é uma infinidade de tempo finito. Passo-o correndo, brincando contigo: fugindo de ti ou perseguindo-te. O Sol de cor quente chamando as aves para as árvores e a Lua lembrando a proximidade da noite. Nesses momentos deveria ouvir-se uma qualquer música, um som especial, uma evocação da eternidade. Porém, a solenidade da vida é maior e nada ocorre. Voam as abelhas e agitam-se as folhas, é ruído que baste.

1 comentário:

Teresa Durães disse...

a música do mundo