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Vou a caminho do mar. Venho do sítio das pedras grandes e redondas. Estou no alto do vento meigo. Para todos os lugares há caminhos orlados de roseiras bravas e negras. As abelhas pousam-lhes como em qualquer outra flor, como se fossem daltónicas ou insensíveis à raridade da cor.
O toque das pétalas é macio e ao tocar-se-lhes fica-se para sempre impressionado. Mas mais espanto tem o aroma: a coisa nenhuma sentida e a tudo o que se sabe. Mais do que rosa, muito além da cristandade.
Talvez as abelhas saibam que seja apenas uma flor. Apenas uma flor. E por isso lhe pousem distraídas e indiferentes à cor. Rosa negra.
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