digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

domingo, janeiro 14, 2007

Sonâmbulo

Qual é a minha responsabilidade no meu sonambulismo?
Sei sempre os passos que dou vivo. Sei sempre os passos que dou morto. Não sei os passos que dou a dormir.
O meu corpo ganha vida. Tem vontade além da minha vontade e crença. O que posso fazer?
Tremem-me as mãos quando falo disto e envergonho-me do que não me lembro. Será que sou eu no tempo em que não me lembro? Não sei os passos que dou a dormir.

2 comentários:

perdida em Faro disse...

Que engraçado! Já ouvi tantas vezes tantas pessoas dizerem o mesmo e no entanto o motivo era outro:bebedeira! !!

...

João Barbosa disse...

... ;-)