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Lembro-me duma fonte, um geiser, e de rugidos murmurados. Lembro-me da festa da vida. Por mais que se pareça consigo, a água nunca é a mesma nem se imita como um espelho, cai e flui, esvai-se num rio, faz-se vida, espalha alegria e frescura, solta brilhos e mata a sede. Quando represada, apenas espera para sair. A vida. A água. Ninguém mata a água.
Tenho saudades do meu menino ainda antes do ver. Ainda antes do lavar com a água mais limpa. No mundo em que está, sorri e chora na espera duma nuvem que o traga. Fico-me com as bicadas dos corvos e ele com os abraços dos anjos.
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