digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

segunda-feira, julho 17, 2006

Luz

Preciso de luz, duma que me ilumine as decisões e o amor. Preciso duma solução como a encontrada por Johannes Vermeer: uma janela.
De que me valem o compasso e as cartas do geografo se não tenho luz para saber das terras e das distâncias? O meu coração parte-se. Parte-se novamente como se pudesse ainda partir-se depois de se ter partido todo. E eu que garanto já não o ter!...
Preciso duma janela que me dê luz, porque os meus olhos são frouxos e não alcançam os gestos e os quereres da mulher desejada. Sou de novo adolescente, não sei o que fazer e do tempo desconheço a virtude e o uso. Preciso duma luz, é tudo quanto sei.

4 comentários:

perdida em Faro disse...

E a tua luz interior?. Andas com ela toldada por todos esses órgãos que trabalham todos ao mesmo tempo...?não pode ser João. Ficção ou não, a nossa luz, a tua luz interior de humano, de ser especial e de escritor, essa maluca que sabe quanto vale um beijo porque dá valor à liberdade (gostei do trocadilho com a música de J.Palma...)anda sempre aí.É ela que te vai recuperar o coração, por mais que apregoes a sua já inexistência. Fica bem, muito bem.

Ana Fonseca disse...

Nunca há falta de luz... O que há, às vezes, são olhos fechados que só vêem escuridão! Digo-te antes para abrires os olhos! Há tanta luz, por aí! :)

Anónimo disse...

Os teus olhos não são frouxos, é tudo quanto sei.

João Barbosa disse...

os meus olhos são frouxos?! quê?!