digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

quinta-feira, abril 23, 2026

Isso da saudade

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Desconhecia, digo desconheço. Perguntei e disseram-me que a nostalgia é sentir saudade pungentemente.

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– Saudade é o quê?

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– Sentir a perda.

 

– Isso, afinal não é nada. Por quê tanto barulho por pouquíssimo.

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Explicaram-me e não entendi. Esclareceram-me melhor e continuei sem perceber. Outra vez, sempre o mesmo.

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Então compreendi. Como se fosse a dor de dentes ensinada a um pássaro.

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– Que coisa, essa.

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Qualquer coisa, entende-se o que não se entende, mas não se vive esse viver.

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Percebo melhor os dias inúteis e as vidas sem vida.

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Olhar o céu e vê-lo, manter os olhos abertos conseguindo estrelas no seu caminho, como a criança contra o sono.

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