digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

quinta-feira, abril 13, 2017

Armadilha

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Não chegar a ter também é perder. Temo-nos não em sonhos, mas na meiga lembrança-futura onde se mergulha suspenso e em tremuras adolescentes.
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És toda lábios, a flor de me enganar, se fosse abelha. A ladra que anseio me roube algumas horas da vida fazendo o princípio do mundo.

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