digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

sexta-feira, março 17, 2017

Fotografias

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Não é vício nem sina, nem teimosia, escrever-te é a obrigação ao ver-te a provocação do corpo e a sensualidade-maior dos lábios.
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O alvoroço da praça cheia em dia de mercado e a curiosa melancolia das tardes vagas de domingo, sua preguiça e frenesim de campo de batalha.
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Cativo da predadora dos olhos lentos, aspirando sacrifício ou glória, searo branco e surdo.
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Da adivinhação sei, lido na bola e na grande-roda, de nunca ter. Nenhum curandeiro conhece achamento de remédio para o meu incêndio.
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Esta tristura sem piedade de mim. Deste desconsolo, contenta-me saber do doce do limão.
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