digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

quarta-feira, novembro 25, 2015

O cravo-branco do 25 de Novembro

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A vinte-e-cinco-de-abril-de-mil-novecentos-e-setenta-e-quatro havia cravos de todas as cores nas ruas libertadas. Os que tentaram apoderar-se de Abril roubaram o vermelho. Do atropelo para uma nova ditadura, contrária à vontade de quase todo o povo, chegou-se à acalmia a vinte-e-cinco-de-novembro-de-mil-novecentos-e-setenta-e-cinco.
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O país à beira da guerra civil, cortado ao meio, parou e escolheu a reconciliação. Pela apropriação do cravo-vermelho, fica livre o cravo-branco, e que os rosas me perdoem, pois o branco é paz..
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Obrigado a quem fez a Revolução de Abril. Obrigado a quem fez a paz de Novembro.

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