sexta-feira, novembro 06, 2015

Da história à certeza

.
Não fiz contas apesar da contabilidade. Em três ou quatro papéis escrevi amor e engano, a parceira e o feito e quantas vezes. Qualquer coisa o rasgou, jamais mataria a história do meu prazer nem dispensaria o avivar da memória, capaz de me erguer para repetir com uma pessoa distante.
.
Não me lembro e algumas certezas podem ser mentira mas não será por isso que deixarei de me levantar e de encontrarmos o zénite. Agradeço a bênção do passado e a recordação que a lembrança concedeu. Cedo ou tarde adormeço e como um fantasma foge.

Sem comentários: