digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

terça-feira, outubro 13, 2015

Ai o que fui fazer

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Ouvi ouvi ouvi e pior não ouvi e vivi e senti uma injustiça depois remorso e esbracejando como um náufrago afoguei-me no ridículo das perdas e na vergonha da rejeição até compreendi a minha culpa as minhas culpas e o cansaço de quem disse e não ouvi.

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