digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

quarta-feira, julho 01, 2015

Silogismo

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Disse-me:
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– Amanhã vamos ao teatro.
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No dia seguinte telefonei-lhe e respondeu-me:
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 – Não tens amor-próprio?
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Disseram:
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– Temos de usar anestesia, o tubo não passa.
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Respondi-lhes:
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– Não faz mal, tanto-faz.
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Conclusão:
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– Por vezes o não-faz é igual ao tanto faz.

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