terça-feira, junho 02, 2015

A definição do azul

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Onde reside a beleza. Diante dos cinco sentidos, da cabeça, do coração e da alma é impossível não beijar de qualquer forma de pensar.
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Além destas que gritaram-me primeiro à memória, há muitas mais. Se o texto não vale a pena, que sirva para sonhar. Não importam os impossíveis.
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À alma, a mãe e a luz sem sombra das revelações de mestres morais – tudo azul.
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Ao coração, família, amizade, Belenenses – tudo azul.
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Aos nervos, o Belenenses. Orgasmo. Sesta. Abraço – tudo azul.
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À cabeça, as primeiras palavras da «Jangada de Pedra». Primeiras palavras de «Menina e Moça». «Cantiga Sua Partindo-se». Lenda Arturiana. «Hoje descobri como é bonito o teu nome. Pronunciei-o baixinho muitas vezes e senti que na minha boca crescia um delicioso sabor a ti» – tudo azul.
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À boca, vinho. Laranja. Bolo-rei. Azeitonas. Arroz-doce da mãe. Caracóis do pai. Musse de chocolate do Paulo – tudo azul.
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À boca de falar, comodoro. Gibraltino. Guatemalteco. Bijagós. Trifomagarifamafotinha. Tranglomango. Zingarelho. Lusco-fusco. Mãe. Árvore… Abraço – tudo azul.
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Ao nariz, Acqua di Gio. Limão. Laranja. Lúcia-lima. Lenha de azinho a queimar na lareira – tudo azul.
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À pele, minhas mãos. Água quando nado crawl. Veludo – tudo azul.
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Aos ouvidos, «O Voo do Moscardo». «A dança do sabre», «Conã, o Homem-Rã». «Clint Eastwood» – tudo azul.
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À transgressão da infidelidade, a família roxo-lilás. Encarnado. Negro – tudo azul.
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Aos olhos de deleite, antes de tudo, azul. Edimburgo. A Catedral de Colónia. Cipreste. Tulipa. Flores impossíveis. Brasão da Escócia. O rosto de Maria Carolina de Bourbon Duas-Sicílias – azul.
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Aos olhos do desejo, os seios de Rita Pereira. O rabo de Joana Duarte. E outros que vi. E outros que não vi.
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E os teus!
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