digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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sexta-feira, maio 23, 2008

The horse and the egg

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O primo inglês é mais alto, corpulento e bem moreno. Diz que é fidalgo, mas a única referência é o antropónimo, se o prefixo antro se pode aplicar a uma cavalgadura, de Sir Galahad. Veio ao mundo já com fama e esperança à garupa, por via dos antepassados. Mas daí a aparentar-se com o encontrador do Graal vai a distância dum bípede a um quadrúpede. De nota não consta nada, nem se campeou, se ganhou corridas ou se se ficou pelo parentesco com o dito cavalo. No entanto, há quem diga que é o famoso, cavalo do ovo… horse with na egg on the back – isto para ser sintético.
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Na foto: Sir Galahad levado à rédea por Sir Joseph, the first, com ar apreensivo.

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Nota: Este texto foi escrito para o blogue «O cavalo de Dom José», que partilhei com os meus amigos Alexandre Sarrazola e Sérgio Guerra Carneiro. O blogue esteve em publicação entre 14 de Julho de 2007 e 23 de Maio de 2008.

terça-feira, abril 15, 2008

Porca devida

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Foi a memória dos passeios à cavalo numa porca, de tremelicante toucinho, que D. João VI ganhou medo aos tremores. O terramoto só lhe veio lembrar os sustos da tenra idade. Dessa memória ficou-lhe um gosto, a causa primeira da vontade de viver na Real Barraca.

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Nota: Este texto foi escrito para o blogue «O cavalo de Dom José», que partilhei com os meus amigos Alexandre Sarrazola e Sérgio Guerra Carneiro. O blogue esteve em publicação entre 14 de Julho de 2007 e 23 de Maio de 2008.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Os dois cavalos

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Tanto quanto se sabe não foram primos. Não foi com coices que ficaram famosos: Um por seu monteiro e outro por causa da mulher do patrão. O cavaleiro dum usava plumeira e o outro animal tinha como cauda um penacho.
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Os Távoras terão dito do secretário de Estado do Rei o nome do cavalo do outro. Tanto quanto se sabe não foram primos nem tampouco de mesma raça. E se os jesuítas saíram correndo, perdidos, no tempo do Cavalo de D. José, noutro tempo o Filho da Puta ganhou correndo.
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É esta a estória de dois famosos que não foram primos, tanto quanto se sabe.
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Nota: Este texto foi escrito para o blogue «O cavalo de D. José», que partilhei com os meus amigos Alexandre Sarrazola e Sérgio Guerra Carneiro. O blogue esteve em publicação entre 14 de Julho de 2007 e 23 de Maio de 2008.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Arrumos

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Arrumar a vida é deixar de a viver. O que é da natureza é o caos. Todos os caos são um cosmos. Ai agora, pois com estas palavras torno a minha vida muito difícil.
Vou arrumar a minha, porque não gosto dela. Depois desarrumo-a toda e ainda mais. Hei-de pensar que não sei nada da vida. É melhor sentar-me e esperar.

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Nota: Este texto foi escrito para o blogue «O cavalo de Dom José», que partilhei com os meus amigos Alexandre Sarrazola e Sérgio Guerra Carneiro. O blogue esteve em publicação entre 14 de Julho de 2007 e 23 de Maio de 2008.